Não temo o escuro!
O breu que acolhe o incerto futuro.
Nem tenho medo de morrer,
de ver a página perecer, amarela;
da palavra esvanecer,
no tímido balbucio, ao dizer.
Não temo a opacificação,
a perda do brilho nos olhos,
outrora reluzentes,
pela tristeza oculta, inutilmente,
bruxuleando pelas falsas lentes.
Só consinto para o derradeiro dia,
a dor da lágrima retida;
escondida e temida.
Vaporizada pela calidez da ignomínia.
Porque homens não choram.
E não amam,
E não admitem.
E são fortes.
E não temem a morte.
E aprendem isso,
desde meninos.
Apenas por serem homens!