DORES D'ALMA
(a ausência do Mauro)
Neide Lopes Ciarlariello
Quantas dores já passei na vida
Dor de perdas, de solidão sem esperança
Dores de amor estoicas suportei perdida,
Sempre a espreita da hora da bonança.
Foram tantas dores a me partir a alma
Que pra singrá-las naveguei chorando.
Pois navegar é sempre o remédio santo
Pra cura desse mal de amarmos tanto.
Há dores, porém, que nos minam por inteiro
E num lento crescer nos mantam de permeio.
Essa e a dor que dói…a dor que esgarça fundo
É a dor da ausência, do não estar no mundo,
A dor que dilacera e que mutila o amor
Não sei como chama-la. É simplesmente DOR!
Sabichi