INQUIETUDE DA EXISTÊNCIA

Márcia Lupia

Márcia Lupia

No cerne de nossa vã existência

A amálgama entre a vida e a morte…

O tempo é armadilha que nos engole

Enquanto arrependimentos habitam a consciência.

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Somos donos de nossa própria sorte?

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De repente tudo vira nada…

As primaveras coloridas de amor

Transmudam-se em sombria madrugada.

O frio envolve a alma, extermina o calor.

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Somos capazes de resolver a charada?

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Os minutos tornam-se horas nefastas…

As promessas são ignoradas e esquecidas.

Os olhos abrigam lágrimas apertadas

De uma desesperança jamais esquecida.

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Somos fortes para deixar a dor da perda enterrada?

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A inexistência da vida agora é saudade

E o tempo a prisão de todas as lembranças…

As cinzas marcam a mudança:

O início da jornada para a eternidade.

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Somos preparados para conter a ânsia?

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